segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Contracepção hormonal oral

Existem vários tipos de pílulas que diferem entre si pela dosagem, composição, pelo mecanismo de acção, entre outras diferenças.As mais utilizadas são:
A- Pílulas combinadas ou estroprogestativas:
São constituídas por derivados de estrogéneos e progesterona. Podem ser Monofásicas (todos os comprimidos têm a mesma dosagem) ou Trifásicas (têm três doses diferentes).
Modo de utilização
-um comprimido diário sensivelmente à mesma hora
- iniciar no primeiro dia do ciclo e prosseguir durante 21 dias consecutivos, depois segue-se uma pausa de 7 dias
- ao oitavo dia recomeçar nova carteira
Cuidados a ter na utilização !
- se se der o esquecimento de um comprimido em tempo não superior a 12 horas, tomar imediatamente a pílula esquecida e à hora habitual retomar a seguinte.
- se o esquecimento for além de 12 horas continuar a tomar a pílula (inclusive a pílula esquecida) mas associar outro método contraceptivo até ao fim da carteira.
- caso surjam vómitos, diarreia, ou se tomar outra medicação (anti - convulsivante, certos antibióticos - rifampicina, ampicilina e neomicina) deve associar-se outro método contraceptivo.
- se desejar engravidar, deve parar a toma da pílula e só deve engravidar no mês a seguir á primeira menstruação espontânea (não pelo risco de induzir aborto ou malformações fetais, mas apenas para não perturbar o cálculo da idade de gestação do feto).
Mecanismo de acção
As pílulas estroprogestativas exercem o seu efeito anticonceptivo de vários modos:
- o principal é o bloqueio da ovulação (por inibirem as hormonas da hipófise - FSH e LH)
- alteram as características do muco tornando-o menos favorável para a progressão dos espermatozóides.
- provocam uma diminuição da espessura do endométrio.
Complicações principais:
São sobretudo graves quando a toma da pílula se associa a outros factores de risco como o tabagismo, a idade avançada, a hipertensão arterial, obesidade, diabetes e aumento das gorduras no sangue. Por exemplo, a mortalidade das mulheres fumadoras que tomam a pílula é sete vezes maior que a das não fumadoras.
a) complicações cardiovasculares- tromboses venosas e/ou arteriais, tais como enfarte do miocárdio, tromboses cerebrais e dos membros.
O risco vascular da pílula deve-se a:
- alterações da coagulação sanguínea- alterações metabólicas tais como: aumento das gorduras no sangue, aumento do açúcar e propensão para diabetes;
- aumento dos valores de tensão arterial.
b) complicações cancerígenas- na mama:
Não existe nenhuma prova de que aumente o risco de cancro da mama.- colo do útero: não está provado totalmente que a pílula seja um factor causal do cancro- fígado: aumenta o risco do aparecimento do cancro (mas este tipo de cancro é muito raro nos países desenvolvidos).
c) acções sobre o fígado e as vias biliares
- aumenta a probabilidade de surgirem cálculos ("pedras") na vesícula.- aumenta a probabilidade de tumores benignos no fígado.

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