segunda-feira, 26 de novembro de 2007

CICLO OVÁRICO

O ciclo sexual feminino é, sensivelmente, de 28 dias, podendo ser de 25 até 30 dias. Nas adolescentes os primeiros ciclos menstruais podem ser muito irregulares, não constituindo razão para preocupações. No entanto, se o ciclo menstrual continuar a ser muito irregular para além do prazo de dois anos, é aconselhável consultar um médico ginecologista. Uma vez que num ciclo sexual os principais acontecimentos ocorrem num ovário e no útero, considera-se existir um ciclo ovárico e um ciclo uterino. Ambos os ciclos ocorrem simultaneamente (ver a figura seguinte).

Fig.1 O Ciclo Sexual Feminino: 1- Ciclo Ovárico, 2- Ciclo Uterino

Vamos começar pelo ciclo ovárico, porque as hormonas produzidas neste ciclo controlam o ciclo uterino.

(1) O Ciclo do Ovário A formação das células reprodutoras femininas ocorre nos ovários e podem distinguir-se em três fases: fase folicular, fase da ovulação e fase do corpo amarelo.

Fase Folicular (ocorre do 1º ao 14º dia)- A célula reprodutora feminina - óvulo - desenvolve-se em estruturas designadas por folículos. Na puberdade, alguns folículos entram em actividade, mas em cada ciclo apenas um atinge a maturação. Nesta fase, as hormonas que as células foliculares produzem são, principalmente, os estrogénios (Figura 1a).

Fase da Ovulação (ocorre ao14º dia) - Quando o folículo está maduro funde-se com a parede do ovário e o óvulo é libertado do ovário e entra na trompa de falópio (Figura 1b).

Fase do corpo Amarelo (ocorre do 15º ao 28º dia) - Depois da ovulação o folículo transforma-se numa estrutura de cor amarela designando-se, por isso, de corpo amarelo. Este transforma-se em algumas horas e funciona alguns dias, produzindo uma pequena quantidade de estrogénio e, principalmente, progesterona. Na ausência de fecundação, o corpo amarelo regride deixando na parede do ovário uma pequena cicatriz. Se ocorrer fecundação, o corpo amarelo mantém-se durante três meses a produzir as hormonas femininas (Figura 1c).

(2) O Ciclo do Útero

O útero é um orgão muito musculado revestido internamente por uma mucosa muito vascularizada - o endométrio. Esta mucosa uterina sofre transformações ao longo do ciclo, com a função de criar condições óptimas para que o óvulo fecundado se aloje no endométrio, e aí se desenvolva o embrião e, posteriormente, o feto ao longo dos 9 meses. As transformações que ocorrem no endométrio podem ser agrupadas em três fases: fase menstrual, fase proliferativa e fase de secreção.

Fase Menstrual (ocorre do 1º ao 5º dia) - Quando não há fecundação a parede do útero desagrega-se sendo destruída cerca de 4/5 mm da sua espessura. Os fragmentos de tecido e sangue proveniente dos vasos que irrigam a parede do útero, são libertados constituindo a menstruação. A menstruação traduz-se numa hemorragia e marca o início de todo o ciclo sexual feminino e, por isso, quando aparece a menstruação deve-se contar esse dia como sendo o primeiro dia, não só do ciclo uterino mas de todo o ciclo sexual (Figura 2a).

Fase Proliferativa (ocorre do 6º ao 14º dia) - após a menstruação a mucosa uterina é reconstituída, em que os vasos sanguíneos e tecidos são reconstituídos, passando de 1 a 5 mm de espessura (Figura 2b).

Fase de Secreção (ocorre do 15º ao 28º dia) - O endométrio enriquece-se de glândulas e vasos sanguíneos. As glândulas produzem um muco que é particularmente abundante na ovulação. Deste modo, o útero está pronto para receber e alojar nesta camada “fofa e esponjosa” um embrião. Caso não tenha ocorrido um fecundação esta camada degenera, iniciando-se assim um novo ciclo com a fase menstrual (Figura 2c).

(3) Relação entre os Ciclos Ovárico e Uterino Existe uma estreita relação entre o ciclo do ovário e o uterino. Efectivamente, sem ovários não há ciclo uterino. Com ovários reimplantados, em qualquer parte do corpo, o ciclo reinicia-se. Isto acontece porque o ovário actua sobre o útero através de hormonas que lança no sangue, não sendo por isso determinante a sua localização. Estas hormonas ováricas - estrogénios e progesterona - actuam no útero comandando as transformações do endométrio, ou seja, o ciclo uterino.

Durante a fase folicular os estrogénios, produzidos em quantidade crescente pelo folículo em desenvolvimento, estimulam o crescimento da mucosa uterina, o que corresponde à fase reparativa ou proliferativa. Após a ovulação, durante a fase do corpo amarelo, este produz principalmente progesterona mas também estrogénios. Estas hormonas, ao chegarem ao endométrio, provocam o seu crescimento e aumentam a sua complexidade, isto é, determinam o início da fase de secreção. Se não houver fecundação, o corpo amarelo degenera, deixando de produzir os estrogénios e a progesterona. A diminuição destas hormonas ováricas faz degenerar o endométrio, ocorrendo a fase menstrual.

Desejo-vos Feliz Natal e umas Boas Férias!!!!! E espero que o nosso blog tenha vos ajudado a tirar algumas dúvidas e melhores resultados á discipliand e Ciências da Natureza.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Contracepção hormonal oral

Existem vários tipos de pílulas que diferem entre si pela dosagem, composição, pelo mecanismo de acção, entre outras diferenças.As mais utilizadas são:
A- Pílulas combinadas ou estroprogestativas:
São constituídas por derivados de estrogéneos e progesterona. Podem ser Monofásicas (todos os comprimidos têm a mesma dosagem) ou Trifásicas (têm três doses diferentes).
Modo de utilização
-um comprimido diário sensivelmente à mesma hora
- iniciar no primeiro dia do ciclo e prosseguir durante 21 dias consecutivos, depois segue-se uma pausa de 7 dias
- ao oitavo dia recomeçar nova carteira
Cuidados a ter na utilização !
- se se der o esquecimento de um comprimido em tempo não superior a 12 horas, tomar imediatamente a pílula esquecida e à hora habitual retomar a seguinte.
- se o esquecimento for além de 12 horas continuar a tomar a pílula (inclusive a pílula esquecida) mas associar outro método contraceptivo até ao fim da carteira.
- caso surjam vómitos, diarreia, ou se tomar outra medicação (anti - convulsivante, certos antibióticos - rifampicina, ampicilina e neomicina) deve associar-se outro método contraceptivo.
- se desejar engravidar, deve parar a toma da pílula e só deve engravidar no mês a seguir á primeira menstruação espontânea (não pelo risco de induzir aborto ou malformações fetais, mas apenas para não perturbar o cálculo da idade de gestação do feto).
Mecanismo de acção
As pílulas estroprogestativas exercem o seu efeito anticonceptivo de vários modos:
- o principal é o bloqueio da ovulação (por inibirem as hormonas da hipófise - FSH e LH)
- alteram as características do muco tornando-o menos favorável para a progressão dos espermatozóides.
- provocam uma diminuição da espessura do endométrio.
Complicações principais:
São sobretudo graves quando a toma da pílula se associa a outros factores de risco como o tabagismo, a idade avançada, a hipertensão arterial, obesidade, diabetes e aumento das gorduras no sangue. Por exemplo, a mortalidade das mulheres fumadoras que tomam a pílula é sete vezes maior que a das não fumadoras.
a) complicações cardiovasculares- tromboses venosas e/ou arteriais, tais como enfarte do miocárdio, tromboses cerebrais e dos membros.
O risco vascular da pílula deve-se a:
- alterações da coagulação sanguínea- alterações metabólicas tais como: aumento das gorduras no sangue, aumento do açúcar e propensão para diabetes;
- aumento dos valores de tensão arterial.
b) complicações cancerígenas- na mama:
Não existe nenhuma prova de que aumente o risco de cancro da mama.- colo do útero: não está provado totalmente que a pílula seja um factor causal do cancro- fígado: aumenta o risco do aparecimento do cancro (mas este tipo de cancro é muito raro nos países desenvolvidos).
c) acções sobre o fígado e as vias biliares
- aumenta a probabilidade de surgirem cálculos ("pedras") na vesícula.- aumenta a probabilidade de tumores benignos no fígado.

Contracepção hormonal injectável

Modo de utilização - injecção intra - muscular trimestral de um derivado de progesterona. Vantagens: - simplicidade de utilização - efeito prolongado - ausência de riscos vasculares Desvantagens: - só usado em situações muito particulares porque tem algumas consequências nefastas: altera os açucares e as gorduras do sangue; pode causar irregularidades menstruais e ausência de menstruação.

Métodos Hormonais

1- Contracepção não oral
- Injectável
- Implantes subcutâneos (ainda não se usam entre nós)
2-Contracepção oral- Pílula

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Espermicidas

Tipos:
- cremes, espumas, esponjas, cones, velas, comprimidos e tabletes vaginais.
Modo de utilização
- os cremes e espumas trazem um aplicador que depois de cheio, deve ser introduzido até ao fundo da vagina (em posição de deitada) de forma a que o produto, fique a tapar a entrada do colo do útero.
- cones, velas, comprimidos ou tabletes vaginais devem ser introduzidos com o dedo cerca de 10 minutos antes da relação sexual, pois só depois de derretidos começam a actuar.
- as esponjas e os cremes têm um início de acção mais rápido, pelo que podem ser colocados imediatamente antes do acto sexual.
- o espaço de tempo entre a aplicação do espermicida e a relação sexual deve ser cerca de 30 minutos, porque vai perdendo a sua acção.- a mulher só se deve lavar 6 a 8 horas após a relação sexual, porque os sabões neutralizam a acção do espermicida.
- para uma maior segurança aconselha-se que a mulher se mantenha deitada durante esse período ou, no caso de ter que se levantar, aplique um tampão vaginal.- se tiver nova relação ou se a relação demorar mais de uma hora, colocar nova dose de espermicida.
Mecanismo de acção
- estes produtos servem para destruir ou imobilizam os espermatozóides, impedindo-os de ascender dentro do útero. Evitam a fecundação.
Vantagens
- facilmente disponíveis;
- não necessitam de prescrição médica.
- são métodos de simples utilização e inócuos.
- não interferem com o ciclo menstrual.
- possivelmente terão um papel na prevenção das doenças de transmissão sexual.
Desvantagens
- por vezes provocam alergias e inflamação da mucosa vaginal. Outras vezes é o parceiro que se queixa de intolerância ao produto.
- são caros.
- são desaconselhados durante qualquer tipo de terapêutica vaginal.
Eficácia
- se utilizados isoladamente e em mulheres jovens (com fertilidade teoricamente elevada), têm uma eficácia muito baixa - 30 a 40 gravidezes em 100 mulheres por ano de utilização (60 a 70% de eficácia).

Preservativo feminino

Modo de utilização
- é colocado com a abertura para o exterior da vagina, de tal maneira que recobre o colo uterino e as paredes vaginais.
-O anel exterior do preservativo fica ao nível da vulva.
- cada preservativo feminino tem uma única utilização.
- é colocado antes do contacto sexual.- deve ser usado em conjunto com o espermicida.
- deve ser retirado logo após a relação sexual.
Eficácia
- em relação ao diafragma, é teoricamente mais eficaz e proporciona, simultaneamente, uma melhor defesa contra doenças sexualmente transmitidas.
- em relação ao preservativo masculino, o preservativo feminino parece ser mais eficaz e resistente, sexualmente mais satisfatório e parece garantir uma melhor defesa contra doenças sexualmente transmissíveis.

Preservativo Masculino

Modo de utilização - deve ser colocado antes de qualquer contacto entre os órgãos genitais feminino e masculino, quando o pénis está em erecção. - simultaneamente a mulher deve usar um espermicida. - deve ser retirado logo após a ejaculação, tendo o cuidado de o segurar, para impedir que fique retido na vagina. - cada preservativo só serve para uma relação sexual.
fig.1--> 1º preservativo

Para que serve - consiste em impedir a libertação dos espermatozóides no interior do aparelho genital feminino, evitando deste modo a fecundação.

Vantagens

- é de simples utilização e vende-se sem receita médica

- não interfere com o ciclo menstrual.

- ausência de efeitos sobre o organismo.

- protecção contra doenças transmitidas sexualmente.

- pode melhorar situações de ejaculação precoce.

Desvantagens

-por vezes provoca alergias, embora já existam preservativos anti - alérgicos.

- pode ficar retido na vagina por perda precoce de erecção.

- pode rasgar durante o coito. Os mais seguros, segundo um estudo realizado pela "Proteste" são:"Harmony N", "Hello sensitive", "Durex jeans" e o "Durex extra-safe".

- há casais que referem diminuição do prazer no acto sexual.

- como tem de ser retirado logo após a ejaculação, interfere com a última etapa da relação

Eficácia
- se associado a um espermicida pode-se considerar um método bastante eficaz: cerca de 5 gravidezes em 100 mulheres por ano de utilização ( 95% de eficácia). - utilizado isoladamente tem baixa eficácia.

Métodos de Barreira

- Mecânicos (Preservativo Masculino, Diafragma, Preservativo Feminino)
-Químicos (Espermicidas)

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Gónadas Femininas

Cada ovário está envolvido por uma parede e no seu interior distinguem-se a zona medular, mais interna e profundamente irrigada por muitos vasos sanguíneos, e a zona cortical, mais exterior e com diversos tipos de formações esféricas - os folículos. A partir da puberdade esta região apresenta grandes alterações: os vários folículos entram em diferentes fases de desenvolvimento, o que lhes confere diferentes aspectos, e surgem formações globosas amarelas designam-se por corpos amarelos.

Sistema Reprodutor Feminino

O Sistema Reprodutor Feminino é formado pela vagina, útero e anexos. A vagina é o órgão feminino responsável pela cópula e prazer, possuindo parede elástica e lubrificada. Em sua porção mais interna o canal vaginal termina no útero, na parte que fica em íntimo contanto com a vagina e é conhecida como colo do útero. Este colo uterino possui um pequeno orifício por onde os espermatozóides entram durante o ato sexual, atingindo o endométrio. O ciclo menstrual se inicia geralmente todo mês (a cada 28 dias) e dura de 3 a 8 dias. Aproximadamente no meio do ciclo o endométrio está preparado para receber o espermatozóide e aderir o embrião a sua parede.
O sistema reprodutor feminino é constituido por duas gónodas - os óvarios - , pelas vias genitais - as trompas de falópio, o útero e a vagina - e pelo órgão sexual externo - a vulva.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A SIDA !!!!!

A SIDA significa síndroma de Imunodeficiência Adquirida - Trata-se de uma doença provocada por um vírus denominado VIH-Vírus de Imunodeficiência Humana. A doença resulta de uma falha do sistema Imunitário o organismo deixa de se poder defender das bactérias, parasitas e vírus que provocam infecções. Com o enfraquecimento das defesas, as infecções podem ser fatais. As reacções individuais e sociais são fatais em relação as pessoas com SIDA ou seropositivas ( não tem SIDA mas estão contaminadas pelo vírus que não se manifesta).
- Síndroma ( conjunto de sintomas ) - Imunidade (sistema de defesa do organismo) - Deficiência ( falha ) - Adquirida ( não hereditária )

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Puberdade

A puberdade é o período de transição entre a infância e a idade adulta, no qual, ocorrem o aparecimento e o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, o início da fertilidade, o estirão de crescimento e o fechamento das extremidades ósseas determinando a estrutura final, como consequência de alterações hormonais acompanhadas de alterações emocionais. Este processo complexo tem por finalidade capacitar o indivíduo para procriação e perpetuação da espécie. Nas raparigas as alterações que se observam são: O aparecimento do percursor das mamas adultas; Aparecimento de pêlos púbicos; Desenvolvimento genital e distribuição feminina de gordura; Aparecimento da menstruação Nos rapazes as alterações que se observam são: Aparecem os pêlos púbicos; Barba; A voz fica mais grossa; Desenvolvimento muscular; Aparecimento do acne; Desenvolvimento genital